
Entre as maiores dificuldades apontadas por mulheres está a questão da sociedade machista em que vivemos. Uma das integrantes do Centro Feminista 8 de Março (CF 8), Conceição Dantas, explica que as exposições de protesto ocorrem anualmente no Dia Internacional da Mulher que é comemorado em 8 de março.
Ela afirma que o machismo e a hierarquia de poder masculino ainda são muito fortes na cidade e que é necessário existir uma luta cotidiana contra isso. De acordo com os dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), o percentual de empregos de mulheres, que era de pouco menos de 38% em 1996, aumentou para 39% em 2000 e atingiu 40% em 2004, último ano em que esses dados estão disponíveis.
Mesmo com diferenças salariais e de cargos as mulheres estão dia a dia vencendo os obstáculos sociais. Isso é percebido visivelmente e registrado em pesquisas de diversos setores. Outra pesquisa da RAIS mostra outro ponto de participação das mulheres, na qualificação acima do Ensino Médio.
Entre 1996 e 1999, enquanto os homens com nível superior completo ou incompleto sofreram uma perda líquida de emprego, houve uma criação líquida positiva - embora pequena - para as mulheres. Já no período 2000-2005, quando o saldo líquido é positivo para ambos os sexos, a maior parte das vagas de emprego foi absorvida pelas mulheres.
A participação feminina foi de 56%. Com efeito, dados da RAIS para 2004 mostram que as mulheres são maioria dentre os empregados com curso superior completo correspondendo a 57%. Esses são alguns dos pontos que comprovam que vale a pena lutar pela igualdade social, seja de mulheres, homens, jovens, negros, deficientes, homossexuais e heteros.
Fonte: Mayara Amorim
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